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Governo prorroga medidas para conter alta dos combustíveis

Ações seguem até 31 de julho e incluem subvenções e desoneração de tributos federais.

Divulgação/Casa Civil
Divulgação/Casa Civil
O Governo do Brasil editou, na sexta-feira (29), um conjunto de medidas para renovar as ações de contenção da alta dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. As iniciativas foram formalizadas por meio de Medida Provisória, decretos e portaria e terão vigência até 31 de julho.
As medidas anunciadas pelo governo dão continuidade às ações emergenciais adotadas diante da volatilidade do mercado mundial de petróleo. A primeira fase dessas iniciativas tinha vigência prevista até 31 de maio, com possibilidade de prorrogação ou ajustes de acordo com a evolução do cenário internacional.
O novo conjunto de ações envolve mecanismos de subvenção econômica e desoneração de impostos federais. Segundo o governo, o objetivo é manter políticas de contenção de preços dos combustíveis e reduzir os impactos das oscilações do mercado internacional sobre o abastecimento e os consumidores brasileiros.
Além da prorrogação das medidas até 31 de julho, o governo informou que foram promovidos ajustes nos mecanismos de pagamento e controle das subvenções. Ao fim do período, uma nova avaliação poderá ser realizada para definir a continuidade das ações.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que as medidas fazem parte de uma força-tarefa para reduzir os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis no país.
Segundo o ministro, as ações buscam impedir que os impactos do conflito internacional atinjam o consumidor brasileiro, além de contribuir para a manutenção do abastecimento nacional.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, declarou que o governo continuará acompanhando os desdobramentos do cenário internacional e aperfeiçoando os instrumentos adotados para enfrentar os reflexos da guerra sobre os preços dos combustíveis.
De acordo com Moretti, os preços dos combustíveis já começaram a apresentar queda, mas o governo considera necessário manter a atuação enquanto persistirem incertezas no mercado internacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as medidas têm caráter limitado e pontual e serão acompanhadas de monitoramento constante e reavaliações periódicas.
Durigan também destacou o compromisso do governo com a neutralidade fiscal e informou que serão reforçados os esforços de fiscalização relacionados à aplicação dos recursos públicos destinados às medidas.